BR Angels: grupo de investidores aplica conceito de Smart Money às startups

Mais do que realizar aportes financeiros, é fundamental investir capital intelectual de forma inteligente. A premissa do Smart Money, que guia o BR Angels, é uma fórmula que vem dando certo e mostra como um pool de líderes pode fazer diferença para startups promissoras. Para falar sobre o conceito, o fundador e CEO da BR Angels, Orlando Cintra, esteve junto aos membros da confraria do Instituto Connect, em um encontro realizado no dia 6 de julho.

Fundado em 2019, o BR Angels reúne empreendedores e executivos de grandes empresas em um grupo de mais de 150 associados que dedicam seu maior ativo ao negócio: a experiência conquistada ao longo de anos à frente das maiores empresas do Brasil e do mundo.

Conforme explica Cintra, além do aporte financeiro, dois fatores garantem o sucesso do modelo. O primeiro é a rede de conexões gerada no grupo. Hoje, quando uma startup ingressa no ecossistema do BR Angels, ela não se conecta apenas com mais de 150 investidores, mas também com cerca de 45 grandes entidades, dentre Corporate Ventures, fundos e hubs de inovação. Isso permite que as startups façam network e tenham maior poder de entrada em potenciais parceiros, fornecedores e clientes.

Para André Franco, CEO e Founder da Dialog, plataforma de comunicação interna que integra colaboradores por meio de canais amigáveis, ter o apoio do BR Angels foi fundamental para sua escalada. Em março deste ano, a startup recebeu um aporte do grupo e teve como Board Advisor da operação o executivo Nicolas Toth, associado do BR Angels e Managing Director para América Latina da Sharecare Inc., empresa de soluções conectadas para a gestão de saúde. Em 2019, a Dialog foi reconhecida como uma das 100 maiores startups brasileiras.

Já o segundo ponto é a organização dos associados em 9 grupos multidisciplinares – chamados de Grupos Smart – que permite às startups acesso às mentorias de forma rápida e precisa. “O BR Angels tem uma estrutura muito organizada, em que mapeamos a expertise de cada associado para que ele possa auxiliar da melhor forma às nossas investidas . Isso faz o processo de mentoria e a integração fluirem muito melhor”, afirma Cintra.

Os grupos Smart vão de Customer Success à Planejamento Estratégico e Máquina de vendas, Gestão de Gente e Talentos, além de ESG e Tech. O modelo garante que tanto os Board Advisors quanto as startups participem dos grupos, gerando um ambiente sustentável e colaborativo. “É uma via de mão dupla. De um lado, os associados se comprometem a dedicar seu tempo e conhecimento. De outro, as startups têm que aproveitar da melhor forma possível esta mentoria ”, argumenta o líder do BR Angels.

Segundo Cintra, essa estratégia organizacional gera benefícios até mesmo quando os aportes financeiros não são consolidados. “Até quando declinamos uma startup, abrimos para ela a possibilidade de falar com um de nossos parceiros, devolvendo-a para o nosso ecossistema para que não fique desassistida”, explica.

A decisão do grupo de investir, aliás, não se baseia em um score rígido, mas tenta analisar critérios que servem como indicadores para o sucesso das startups. “Nós analisamos, por meio de testes de personalidade, se os fundadores têm skills de liderança, se já empreenderam antes e até mesmo se falam inglês, já que lá na frente irão apresentar seus pitches para a Europa e para os Estados Unidos”, lista Orlando Cintra.

Crescimento exponencial
O grupo de investimento-anjo nasceu no fim de 2019 com cerca de 30 associados e hoje conta com mais de 150, todos empreendedores ou executivos de grandes companhias brasileiras e multinacionais. Além dos investidores-anjo, que são todos pessoas físicas, o BR Angels ainda tem parceria com 45 empresas e instituições de diversos setores dos ecossistemas empresarial e corporativo.

Apesar da curta jornada, o BR Angels coleciona grandes números: em 18 meses, já impactou mais de 6 mil startups – cerca de 500 por mês – e reuniu mais de R$ 45 milhões para realizar investimentos. O ticket médio do aporte nas startups vai até  R$ 3 milhões.

Parcerias – Conexões que movem o mundo
Acreditando na premissa de que as conexões movem o mundo, a fundadora do Instituto Connect Silvana Pampu firma parceria com o BR Angels, que visa ampliar seu ecossistema de impacto a partir dos parceiros. A união de forças visa aproximar os integrantes do Instituto Connect ao universo do investimento-anjo, bem como ser um catalisador de conexões e mentorias, além de abrir as portas que as startups necessitam para escalar. O saldo para os executivos promete ser positivo, com a conexão com grandes Corporate Ventures e com o mundo ágil das startups, inovações e tendências de mercado.

“Ampliar o repertório dos nossos executivos, conectá-los em novas redes e ampliar a discussão com outros prismas é o que tem movido a nossa Confraria de Desenvolvimento. Parcerias como essa aproxima os “mini-mundos” corporativos e das startups para unirmos expertises”, finaliza Silvana Pampu.

*Orlando Cintra é Membro do Conselho de empresas como SMARTIe (Solvi Ambiental) e HyperloopTT, além de Founder & CEO do BR Angels, grupo de investimento-anjo formado por CEOs e empreendedores. Como Executivo de grandes corporações como SAP, HP e Informatica Corp, atuou em diversas posições como Presidente e Vice-Presidente Sênior para América Latina.

**Silvana Pampu é Founder do Instituto Connect, executiva de Recursos Humanos, Coaching e Mentora.

Sobre a Confraria
A Confraria do Desenvolvimento, promovida pelo Instituto Connect, é um espaço para conexão de executivos de vários segmentos, estados e países, onde é possível evoluir cocriando trilhas de aprendizagens e caminhando em uma jornada de networking, experiências e responsabilidade social.

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br

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